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500 mil pessoas trabalham na Zona Franca de Manaus


A Zona Franca de Manaus (ZFM) e o futuro do centro livre comércio de importação e exportação serão tema de debate promovido pelo Correio Brasiliense no auditório do Tribunal de Contas da União (TCU), na próxima quinta-feira. Formada pelo polo comercial, agropecuário e industrial, possui a indústria como principal fonte econômica. São mais de 600 indústrias instaladas que geram cerca de 500 mil empregos formais e informais. Em 2018, apresentou um faturamento total de mais de R$ 85 bilhões.


O polo industrial da ZFM abrange segmentos como eletroeletrônicos, duas rodas, bens de informática e atividades termoplásticas e químicas. O setor eletroeletrônico é o predominante, responsável por mais de 28%  do lucro do ramo industrial. Em 2018, apenas a produção de televisor com tela LCD representou quase 19% da receita total da indústria da região.

A área industrial é responsável por gerar 500 mil empregos. De acordo com Wilson Périco, presidente do Centro de Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), que compõe as principais indústrias de Manaus, os polos de eletroeletrônica e rodas geram cerca de 90 mil empregos diretos e 400 mil indiretos. Até novembro de 2018, houve uma movimentação de mais de 87 mil trabalhadores nessa área.

Segundo o presidente, a indústria ajuda a evitar o desmatamento da Floresta Amazônica, pois muitos que trabalhariam com a derrubada de árvores, têm emprego nas fábricas. A forma de produção é sem chaminé, o que não resulta em resíduos para natureza. “As indústrias não agridem e a concentração de pessoas alivia a pressão sobre a floresta”, afirmou.

Mercado doméstico

A grande maioria da produção industrial é destinada ao mercado doméstico. Portanto, há grande interesse do governo estadual de ampliar a venda da produção para América Latina, mas a deficiência de infraestrutura no país impede a promoção das importações.  De acordo com o deputado federal do Amazonas, Marcelo Ramos (PR-AM), a região precisa de investimentos em infraestrutura para depender menos de incentivos fiscais. “Não devemos parar as produções que existem, mas construir também o polo da bioindústria e melhorar serviços de comunicação e de infraestrutura, como hidrovias portos e estradas”, explicou.

Para o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), é preciso ter cuidado com um possível fim da Zona Franca de Manaus. Ela precisa ser reformulada ampliando a competitividade, e isso é feito por meio de incentivos do governo federal. Do mesmo modo, o Brasil e o mundo precisam parar de comparar o custo do emprego com o valor do incentivo fiscal, o que leva à conclusão de que não vale a pena manter a ZFM e transfere os habitantes para floresta em busca de outras alternativas. “É preciso conhecer a região. Quando o mundo perceber a importância da Zona Franca de Manaus dará uma atenção diplomática e, talvez, até militar”, concluiu.

* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira

Ficha técnica

Seminário: A importância da Zona Franca de Manaus para o crescimento do país Data: 11 de abril Horário: das 9h às 13h30 Local: auditório do Tribunal de Contas da União (Setor de Administração Federal Sul) Convidados: presidente do TCU, José Mucio Monteiro; ministro do TCU, Bruno Dantas; ministra aposentada do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie e o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), coronel Alfredo Menezes.

Inscrições: gratuitas no site www.correiobraziliense.com.br/seminariozfm


Fonte: Correio Braziliense

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