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Acre vive surto de dengue e cheias em rios da Região Amazônica

Governo do estado decreta situação de emergência a partir desta quarta

Além de enfrentar os desafios da pandemia como outros estados do país, o Acre também vive surto de dengue e cheia nos rios da região. Diante do cenário, o governo do estado decidiu decretar situação de emergência a partir desta quarta-feira (17). Já são mais de 53.500 pessoas infectadas pelo coronavírus e quase mil mortes pela doença no estado. Mas a maior parte das ocupações nas Unidades de Pronto Atendimento na capital, Rio Branco, é de pessoas com dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Na capital acreana, já são 8,6 mil casos suspeitos. Deste total, 1,5 mil foram confirmados. A preocupação é que haja um colapso na rede hospitalar do estado. Em relação às cheias, tradicionalmente o Acre vive período de enchentes no início do ano e em 2021 não está diferente. Em Rio Branco, centenas de famílias foram surpreendidas com a cheia repentina de igarapés que cortam a capital. Além disso, o rio Acre está em situação de transbordamento.

No interior do estado, o cenário também é preocupante. A população de Tarauacá enfrenta o 2º alagamento dos rios Tarauacá e Muru. Em Cruzeiro do Sul, a cheia do rio Juruá pode ficar marcada como a maior já registrada na cidade. E a previsão é de piora, com chuvas intensas até o mês de março.

Um gabinete de crise foi instalado para coordenar as atividades do serviço público, adotar medidas de enfrentamento e controle da pandemia e da dengue e estabelecer medidas de apoio a pelo menos oito municípios atingidos pelas enchentes.


Edição: Joana Lima

Fonte: Agência Brasil

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