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As dificuldades para a infraestrutura logística avançar


O tema não é novo. O déficit da infraestrutura logística faz parte da agenda do agronegócio brasileiro há vários anos, mas nunca recebeu a devida atenção do governo federal. Nem nos momentos ditos de “vacas gordas”. A produção brasileira cresceu enormemente nas duas últimas décadas, com avanços importantes no comércio internacional. Por outro lado, os investimentos em logística nunca acompanharam esse movimento.


Em 1975, o Brasil investia 1,8% do seu PIB em infraestrutura. Esse percentual caiu para 0,19% em 2015. É muito pouco para quem almeja e se diz celeiro do mundo. A falta de modais mais eficientes para o transporte de grãos, carnes e commodities em geral, gera um gasto adicional de R$ 100 bilhões ao país, segundo dados do Instituto de Logística e Supply Chain. Um valor significativo, que economizado tornaria mais eficiente as operações logísticas.


Só para se ter uma ideia, entre os países do Brics, o Brasil só fica a frente da África do Sul em número de rodovias, ferrovias, hidrovias e dutovias. Esse déficit e falta de investimentos tiram a competitividade brasileira. Enquanto nos Estados Unidos – importante competidor do país em produtos do agronegócio no comércio internacional – o custo logístico equivale a 7,7% do PIB, aqui no país ele é de 11,9%.


O custo mais elevado é resultado da alta concentração do transporte em um único modal, o rodoviário. A greve dos caminhoneiros demonstrou como somos dependentes dos caminhões, reforçando o equívoco da política do BNDES que facilitou a aquisição de veículos de carga via Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Os seis anos em que durou essa subvenção (2009-2015) ampliou acima do limite o número de caminhões na estrada, não havendo demanda suficiente para todos eles.


O Brasil precisa adotar um planejamento estratégico para fazer avançar sua infraestrutura logística o mais rápido possível. Os investimentos nessa área são de longo prazo, mas com parcerias público-privadas é possível serem realizados de forma mais rápida. O mapa com os trajetos ferroviários, hidroviários, rodoviários e entroncamentos e portos já existe. A própria Avicultura Industrial já tratou do tema por diversas vezes. O tema já se tornou urgente e não há como o próximo presidente do Brasil fugir dele. Isso, se realmente queremos nos manter competitivos no agronegócio e em outros setores da economia.


Leia mais sobre esse assunto em https://www.aviculturaindustrial.com.br/imprensa/as-dificuldades-para-a-infraestrutura-logistica-avancar/20181009-154846-v382

Fonte: Avicultura Industrial

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