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Baixada Santista cria observatório costeiro por causa de vazamento de óleo no Nordeste

Objetivo é realizar uma análise do comportamento das manchas, e atuar na prevenção e capacitação dos municípios da região


A Baixada Santista terá um observatório costeiro para atuar no monitoramento e prevenção ambientais, após o vazamento de óleo, que atingiu mais de uma centena de praias no Nordeste. A decisão foi tomada nesta terça-feira (29), após uma reunião entre os secretários de Meio Ambiente das nove cidades da região com representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Marinha, em Santos.


"A ideia, realmente, é previnir, fazer avaliação dos riscos desta mancha de óleo chegar ao litoral da Baixada Santista. Nós verificamos algumas necessidades. Treinamento, capacitação das equipes técnicas, de limpeza de praias, envolvimento e orientação à população adequados para que não se exponham, inadvertidamente, a produtos que sejam tóxicos", explicou o secretário de Santos, Marcos Libório, em entrevista para A TV Tribuna.



O chefe da pasta santista ressaltou que não é possível saber, ainda, a origem e o volume do produto vazado, mas alertou para o risco do material chegar nas praias do litoral paulista.

"A gente acredita que com as correntes de verão, quem sabe, com a mudança da corrente em direção ao sul, possa vir, mesmo que por biodegradação, um líquido consequente dessas manchas. Nós precisamos estar preparados porque é igualmente tóxico e problemático. O que a gente precisa é agir antecipadamente", ponderou o secretário.

Libório explicou, ainda, que existem alguns checkpoints, onde será possível acompanhar o comportamento da mancha de óleo. Segundo ele, uma possível chegada da mancha ao Rio de Janeiro, pode dar uma visão de prazo e consequência para a Baixada Santista.


Proteção do mangue

O secretário de Meio Ambiente de Santos falou ainda sobre a proteção dos mangues. Segundo ele, as barreiras podem ser utilizadas para auxiliar na preservação, diferentemente do que ocorre em regiões de praia.

"Para este produto que está lá no Nordeste, a gente vê que a barreira é ineficiente pela profundidade que ele (óleo) navega. Mas o líquido consequente, ou um óleo mais flutuante, a barreira já é utilizada. A gente precisa pensar, também, não só nas praias, mas nos mangues. Como proteger os mangues, que possuem menos correntes, menos atuação das ondas. Então, a barreira já ficaria em ambiente abrigado um pouco mais viável", finalizou.


Fonte: A Tribuna

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