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Dólar fecha em alta após 3 quedas, mas continua abaixo de R$ 3,90


O dólar reduziu os ganhos vistos mais cedo e fechou em leve alta nesta quinta-feira (3), em dia de fraqueza para as moedas emergentes e com os investidores de olho nas pesquisas eleitorais, às vésperas do 1º turno.

A moeda norte-americana subiu 0,19%, vendida a R$ 3,8939. Na máxima do dia, chegou a R$ 3,9349, e na mínima, a R$ 3,8792.


O dólar turismo fechou negociado a R$ 4,06, sem considerar a cobrança de impostos. Na semana, o dólar acumula queda de 3,56%. Já no ano, a moeda tem valorização de 17,52%.

Na sessão anterior, o dólar encerrou o dia negociado a R$ 3,8867.


No começo da sessão, o real não escapou da pressão do exterior e logo perdeu terreno para o dólar, em linha com as demais divisas emergentes. Durante a tarde, entretanto, a cena política parece ter voltado ao centro das atenções e as perdas locais foram contidas.

Uma nova pesquisa Datafolha é esperada para esta quinta-feira.


Cenário externo


No exterior, o dia era foi negativo para mercados emergentes, após aumento nos rendimentos dos títulos dos Estados Unidos ter reduzido a atratividade de moedas de outros países.


"Um Federal Reserve que está elevando os juros para impedir o superaquecimento da economia dos EUA está restringindo as opções de países onde as condições financeiras estão se apertando e as tensões comerciais se intensificando", disse à Reuters Kevin Logan, economista do HSBC.



Perspectivas


A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 caiu de R$ 3,90 para R$ 3,89 por dólar, segundo o boletim Focus do Banco Central divulgado na segunda. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,80 para R$ 3,83 por dólar.


Desde agosto, o dólar vinha se mantendo acima de R$ 4, em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.


A expectativa de que a cautela iria predominar nos mercados antes do primeiro turno foi substituída por ajuste de posições nos últimos pregões, em meio a novas pesquisas eleitorais e especulações sobre o desfecho das eleições.


O mercado prefere candidatos com viés mais reformista e entende que aqueles com viés mais à esquerda não se enquadram nesse perfil.


As flutuações atuais ocorrem principalmente conforme cresce a procura pelo dólar ou oferta: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica.


Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.


Fonte: G1

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