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De olho na China e no novo governo


Atentos às mudanças na política e nos mercados internacionais, expoentes do agronegócio discutiram os principais gargalos enfrentados pelo setor e os desafios para a sua superação. Financiamento de silos a juros baixos e a aprovação da Lei dos Agrotóxicos também são reivindicações.

O setor agropecuário brasileiro vive um momento de empolgação e, ao mesmo tempo, de expectativa. A euforia é com a China e o boom de exportações de commodities brasileiras ao país asiático, reflexo da guerra comercial deste com os EUA. 


A expectativa é com Brasília e com as sinalizações do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para o segmento. Com um olho em Pequim e outro no Planalto, expoentes do agronegócio brasileiro apontaram as questões mais urgentes do campo e passaram seus “recados” ao futuro mandatário no 4.º Summit Agronegócio Brasil, promovido pelo Estado no último dia 13 em São Paulo.


Entre as mensagens a Bolsonaro, uma das centrais é a atenção aos parceiros comerciais. Se o País pretende continuar surfando na onda exportadora, deve dedicar-se às parcerias atuais e futuras sem se deixar contaminar pelo viés ideológico. 

É estratégico reforçar laços com os EUA e com a China e dar atenção especial aos países árabes, grandes importadores de proteína animal. “Estamos vendo, pelos EUA, como não tratar os clientes”, ensinou um dos principais debatedores, o vice-presidente da americana ED&F Man Capital Markets, Michael McDougal.

Mesmo neste ano de bonança, antigos gargalos ainda sugam o lucro da cadeia produtiva e precisam ser destravados, indicaram os participantes. Sob esse aspecto, a tendência favorável do futuro governo a investimentos privados se afina ao discurso dos especialistas, que defendem um regime de concessões em rodovias, hidrovias e, principalmente, em ferrovias e portos do Arco Norte para o escoamento de grãos do Centro-Oeste, a principal região produtora. Financiamento de silos a juros baixos e a aprovação da Lei dos Agrotóxicos também são reivindicações.


A conectividade no campo, o uso de internet e de novas tecnologias nas fazendas foram temas da Sala Tech, evento inédito no summit, no qual agritechs – startups voltadas a soluções agropecuárias – apresentaram ideias disruptivas para tornar o campo brasileiro cada vez mais competitivo.


Mesmo neste ano de bonança, antigos gargalos ainda sugam o lucro da cadeia produtiva e precisam ser destravados, indicaram os participantes. Sob esse aspecto, a tendência favorável do futuro governo a investimentos privados se afina ao discurso dos especialistas, que defendem um regime de concessões em rodovias, hidrovias e, principalmente, em ferrovias e portos do Arco Norte para o escoamento de grãos do Centro-Oeste, a principal região produtora. Financiamento de silos a juros baixos e a aprovação da Lei dos Agrotóxicos também são reivindicações.


A conectividade no campo, o uso de internet e de novas tecnologias nas fazendas foram temas da Sala Tech, evento inédito no summit, no qual agritechs – startups voltadas a soluções agropecuárias – apresentaram ideias disruptivas para tornar o campo brasileiro cada vez mais competitivo.


Fonte: Estadão

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