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Faltam navios para a exportação do granito do Ceará


Empresas cearenses que extraem e exportam rochas ornamentais – principalmente granito – estão enfrentando problemas causados pela falta de navios para o embarque dos seus produtos. O Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos do Ceará (Simagran) informa que isso causa o atraso na entrega do produto em diferentes destinos mundiais, com prejuízos para o exportador e para o importador.

Carlos Rubens Alencar, presidente do Simagran, confirma a informação e acrescenta que, no próximo mês de outubro, o problema se agravará, pois os navios que atracarão no Pecém não terão espaço nos seus porões para os mármores e granitos do Ceará. “Aquela máxima que diz ‘se há carga, há navio’ não está sendo efetivada”. Ele tenta mobilizar as autoridades e as companhias de navegação para que, juntas, encontrem uma saída para a falta de navios.

Na última sexta-feira, 21, a empresa APM Terminals – uma gigante mundial do setor que opera no Porto do Pecém – distribuiu comunicado aos seus clientes, informando o seguinte:

“A fim de manter uma comunicação proativa e colaborar com o esclarecimento de questões relacionadas às operações no Porto do Pecém, informamos que os atrasos recentes de navios de diferentes rotas em relação às datas estimadas de atracação vêm ocorrendo em função do alto fluxo em portos de outras regiões brasileiras, impactando negativamente na programação das embarcações junto aos terminais localizados mais ao Norte e ao Nordeste do País. A APM Terminals está agindo de modo a mitigar os impactos destas ocorrências. Entretanto, como terminal portuário, estamos restritos à realização de operações com o maior nível de produtividade possível”.

Nos últimos dois meses, os navios que atracam no Porto do Pecém têm privilegiado as cargas consideradas nobres, como as placas de aço da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e as os melões da Agrícola Famosa.

Fonte: Diário do Nordeste

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