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Frete mais caro, queda de renda do produtor

Via é um dos principais meios para escoar milho e soja dos estados do Centro-Oeste até São Paulo. Transporte por rio é mais barato do que caminhão e trem pois é possível carregar mais produto.


Alta custo do frete e perda de rentabilidade de produtores do Centro-Oeste são algumas das consequências para o agro da paralisação da Hidrovia Tietê-Paraná, apontam especialistas e empresas do setor consultados pelo G1.

A região do porto intermodal de Pederneiras (SP) anunciou que por volta das 9h de sexta-feira (27) recebeu a última barcaça antes da paralisação das operações de transporte de carga pelo rio. A via é um dos meios para escoar grãos dos estados do Centro-Oeste até o Sudeste e não faz muito tempo que teve seu funcionamento suspenso pelo mesmo motivo. Entre 2014 e 2016, durante uma das maiores crises hídricas do estado de SP, a hidrovia ficou paralisada por 20 meses.


A Tietê-Paraná já operava com capacidade reduzida desde junho, com somente 10 de um total de 24 comboios que navegaram até maio. A situação já provocou demissões no setor de navegação.

Segundo o governo de São Paulo, o estado tomou a medida após ser informado pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), do Ministério de Minas e Energia, da necessidade de utilização da água estocada nos reservatórios das usinas de Ilha Solteira e Três Irmãos, que ficam nas bacias do Paraná e Tietê, respectivamente.


Se a situação se prolongar, como no passado recente, o risco é de desestímulo de investimentos no setor, avalia Edeon Vaz, diretor-executivo do Movimento pró-Logística, ligado à Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).

O que tem a ver com o agro

Para o agro, o problema principal está no transporte de soja, farelo de soja e milho. A cana-de-açúcar também navega pela via, mas não será afetada, de acordo com Luizio Rizzo, presidente do sindicato das empresas que exploram a hidrovia (Sindasp).

Ele explica que a cana navega apenas entre a região de Jaú e Bariri, não passando, portanto, no ponto mais crítico da hidrovia, que é o canal de Nova Avanhandava. Neste local, como há presença de pedras, o nível do rio costuma ser naturalmente mais baixo. Mas, com a seca, caiu mais.

Hoje, os grãos movimentados pela Tietê-Paraná têm como destino a exportação, de acordo com Rizzo. A cana navega apenas para o mercado interno.





Fonte: G1

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