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Governador gaúcho trata sobre hidrovias e aeroporto de Rivera com ministro uruguaio


Eduardo Leite visitou o porto de Montevidéu, uma das principais rotas de mobilização de carga do Mercosul RODGER TIMM/DIVULGAÇÃO/JC

O governador Eduardo Leite deu início, nesta terça-feira (20), a uma série de agendas que cumprirá nos dois dias de missão oficial em Montevidéu, no Uruguai. Leite foi recebido pelo ministro dos Transportes, Víctor Homero Rossi Rodríguez, e pelo diretor de Planejamento e Logística, Pablo Genta Buzzeti.


Entre os assuntos discutidos, o governador e as autoridades uruguaias falaram sobre a hidrovia do Mercosul, um dos mais bem estruturados sistemas hidroviários no país. Via de mão dupla entre Brasil e Uruguai, é um eixo importante para o intercâmbio comercial entre os países. A hidrovia abrange 309 municípios brasileiros, entre os quais Caxias do Sul, Santa Maria, Pelotas e as cidades da Região Metropolitana, onde é composta por trechos navegáveis da Lagoa Mirim, do rio Jaguarão, do Canal São Gonçalo, da Lagoa dos Patos, do Guaíba, do rio Jacuí, do rio Camaquã, do rio Taquari, do rio dos Sinos, do rio Gravataí e da bacia do rio Uruguai. No lado uruguaio, contempla a Lagoa Mirim e seus afluentes, especialmente os rios Jaguarão, Cebollatí e Tacuarí.


Antes do encontro, Leite havia feito uma visita ao porto de Montevidéu. Inaugurado em 1909, é o principal porto comercial do país, operado pela Administração Nacional de Portos do Uruguai (ANP), e uma das principais rotas de mobilização de carga do Mercosul. O governo gaúcho tem dado espaço à parceria com a iniciativa privada e, por isso, a visita serviu para entender como funciona o modelo de parceria utilizado no porto de Montevidéu. O presidente da Administração Nacional de Portos do Uruguai (ANP), Alberto Diaz, detalhou como funciona a operação da ANP no controle dos terminais portuários, bem como o processo de concessão, respondendo aos questionamentos da equipe gaúcha.


O porto permite a livre circulação e destinação de bens e também não cobra obrigações aduaneiras, taxas ou impostos pelas mercadorias que entram em território uruguaio. Somente quando as mercadorias são introduzidas no território aduaneiro nacional é que estão sujeitas aos impostos, uma vez que são consideradas importações.


A segunda pauta foi o aeroporto internacional de Rivera, a 10 quilômetros da cidade de Rivera, na fronteira com Santana do Livramento. O aeroporto é público e administrado de forma compartilhada pelos governos brasileiro e uruguaio, sendo, portanto, um aeroporto binacional.

Uma das questões discutidas foi a utilização do aeroporto de Rivera pelas companhias aéreas Gol e TwoFlex, que recentemente confirmaram seis novos voos regionais que partirão da capital para o interior gaúcho. Como não há estrutura aeroportuária adequada em Santana do Livramento, uma das cidades contempladas, os aviões precisarão pousar do outro lado da fronteira, em Rivera.


O ministro Rodríguez deu a permissão de pousar diariamente na cidade. As autoridades uruguaias também aproveitaram para pedir a Leite e ao presidente da Frente Parlamentar da Aviação Regional, deputado Frederico Antunes, que solicitem, junto a Gol e a TwoFlex, um voo entre Rivera e Montevidéu. O governador celebrou a permissão e explicou que, agora, espera que a negociação entre o Uruguai e a TwoFlex e a Gol leve à redução das tarifas.


Fonte: Jornal do Comércio

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