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Inquérito dos Portos deve ser prorrogado


A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 15 dias para concluir as investigações no chamado "Inquérito dos Portos", que apura se o presidente Michel Temer (MDB) favoreceu empresas do setor portuário ao promulgar o Decreto dos Portos.

Esta é quarta prorrogação da investigação. O inquérito foi prorrogado pela primeira vez em fevereiro deste ano. Houve nova prorrogação em maio, e a terceira prorrogação foi em agosto.

Desta vez, o motivo alegado pelo delegado Cleyber Malta Lopes foi o pedido feito pela defesa de Temer para que fossem ouvidas mais duas testemunhas no caso, o ex-ministro dos Transportes Maurício Quintella e o secretário Nacional de Portos, Luiz Otávio Oliveira Campos.


No âmbito do inquérito está uma reforma feita na casa de Maristela Temer, filha do presidente. A obra levantou a suspeita de que o presidente tenha lavado dinheiro de propina com reformas em imóveis de familiares e em transações imobiliárias em nomes de terceiros, na tentativa de ocultar bens.

Fornecedores relataram à PF a prática de pagamentos em espécie a pedido da arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher do coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente e suspeito de ser intermediário de propinas para o emedebista.

Para investigadores, a origem do dinheiro das obras são a JBS e uma empresa contratada pela Engevix. Executivos da JBS afirmaram em delação que repassaram R$ 1 milhão a Temer, com intermediação do coronel, em setembro de 2014.

Na semana passada, a PF concluiu a investigação sobre outro caso envolvendo Temer e seus auxiliares e indiciou o presidente nos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O inquérito apurava a suspeita de que executivos da Odebrecht participaram de um jantar no Palácio do Jaburu, em 2014, e acertaram o repasse de R$ 10 milhões da empreiteira ao MDB naquele ano. Desse total, R$ 1,4 milhão teria sido entregue a Temer por meio do coronel Lima. O restante teria sido distribuído para outros emedebistas.

A Polícia Federal anexou na investigação quatro arquivos de áudio com diálogos entre entregadores de dinheiro a serviço da empreiteira e o coronel Lima, amigo de Temer e citado por delatores como seu captador financeiro.

Segundo publicou o jornal "O Globo" na internet, para a Polícia Federal os diálogos entre os entregadores e o coronel Lima utilizaram códigos como referência às entregas de propina. No primeiro deles, o funcionário da corretora fala sobre entregar uma "encomenda". Em outro diálogo, o coronel Lima reclama que o valor das "atas" estava abaixo do previsto, o que segundo a PF seria uma referência ao valor de propina.

Procurado pelo "Globo" para comentar, o Palácio do Planalto afirmou que "não comentaria interpretações que não se baseiam em fatos; são apenas fantasias". A defesa do coronel Lima afirmou na semana passada "inexistir a prática ou participação de seu cliente em conduta ilícita e cometimento de qualquer irregularidade".

Fonte: Valor

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