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Manchas de óleo avançam no litoral de Sergipe e Adema instala contenções em rios

Óleo já foi visto na Região do Baixo São Francisco.


Na manhã desta terça-feira (8), o diretor-presidente da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Gilvan Dias, demonstrou preocupação com o avanço das manchas de óleo, que há mais de duas semanas chegaram ao litoral de Sergipe e ameaçam os rios. O primeiro registro no estado foi no dia 24 de setembro, na Praia de Pirambu.


“Estamos em permanente vigilância, através das fiscalizações. A nossa preocupação agora é com os nossos mananciais, com nossos rios, e as equipes já estão na rua. Dentro do que mapeamos no dia de ontem, estamos fazendo uma contenção, uma barreira com alguns equipamentos específicos e estamos aguardando a aquisição de outros. O objetivo é evitar que o óleo chegue em nossos rios trazendo uma proporção maior para o estado”, explica Dias.

O Rio São Francisco, responsável por grande parte do abastecimento em várias cidades de Sergipe, é outro ponto de preocupação dos técnicos, que aguardam os equipamentos para iniciar a colocação de uma barreira.


“Em Brejo Grande (SE) a gente há algumas manchas de óleo já nas proximidades, inclusive na flora, e as equipes estão com toda prioridade no local. Temos também a preocupação na foz dos afluentes do Rio Vaza Barris e mais ao Norte, a atenção está voltada ao Rio Japaratuba”, pontua.

O diretor-presidente da Adema explicou que está monitorando também a região de Piaçabuçu (AL). “Houve uma avalanche de petróleo por lá. A corrente marítima, que está em movimento norte/sul, pode ter influência no nosso estado. A Foz do Velho Chico é a porta de entrada, por isso a preocupação também com Coruripe (AL)”, observa.


Na segunda-feira (7), as manchas também foram vistas no Rio Piauí, no Povoado Terra Caída, município de Indiaroba, Litoral Sul de Sergipe.


Limpeza

Desde a semana passada, equipes dos órgãos ambientais, empresas terceirizadas e voluntários trabalham na retirada das manchas de óleo, que desde o dia 24 de setembro apareceram no Litoral de Sergipe.

Na manhã desta terça-feira (8), cerca de 60 pessoas encontraram 11 manchas no trecho da Praia de Auarna, na Zona Sul da capital, no sentido da Praia do Viral.


Situação de Emergência

Neste sábado (5), o governo de Sergipe decretou situação de emergência, e o projeto Tamar suspendeu a soltura de filhotes de tartarugas marinhas por conta do problema. No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro determinou uma investigação sobre as origens do óleo.


Visita do Ministro

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta segunda-feira (7), em Aracaju, que já foram recolhidas cerca de 100 toneladas de óleo de todo o litoral do Nordeste na operação para recolher o material que tem atingido praias da região desde o início de setembro. A origem das manchas ainda é desconhecida.


De acordo com o ministro, a operação para recolher o material começou em 2 de setembro e envolveu o Ibama, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgãos estaduais dos diversos estados, municípios e a Marinha.


“São 42 municípios do litoral, com operações coordenadas em parcerias pelo sistema do Ibama, em conjunto com o grupo do ICMBio. 58 toneladas de óleo já foram retiradas pelas equipes [em Sergipe]”, calculou.


Ainda segundo ele, equipes do Ibama utilizaram um avião com sistema de radar e helicóptero para auxiliar nos trabalhos.


Rastro das Manchas

A quantidade de manchas em Sergipe, fez não só decretar estado de emergência como recomendar que a população não utilize as 12 praias atingidas. São elas:

Aracaju – Atalaia e MosqueiroBarra dos Coqueiros – Atalaia Nova, Barra, Costa, Jatobá e PortoEstância – Abaís, Caueira, EstânciaPacatuba – Porto dos ManguesPirambu – Praia de Pirambu


Além disso, ainda em Pirambu, as manchas atingiram a área de praia do maior berçário de tartarugas da espécie oliva do país, na reserva Santa Isabel, que fica no município.


Fonte: G1

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