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Ministro da Infraestrutura deu a largada dos portos

Sob a ótica dos portos, eles são competitivos quando têm uma posição exclusiva e são mais ou menos os portos preferidos da navegação.


No dia 6 de junho próximo, encerra o prazo para entrega das propostas de consultoria ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o projeto de privatização dos portos de Santos e São Sebastião, ambos no litoral paulista. Inicia-se, a reforma dos portos brasileiros. Reformar o complexo portuário de Santos, o maior do Hemisfério Sul, é uma tarefa hercúlea. Seu resultado irá aquilatar o talento político do ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas.


Na atual conjuntura do Porto de Santos, em que a Autoridade Portuária se traduz por terra arrasada e sob a direção de uma diretoria tampão mal arranjada de última hora, a necessidade de mudança é inadiável. Entretanto, na circunstância de um porto por onde escoa mais de 30% da balança comercial do País, trata-se de objetivos inovadores e ambiciosos, para conseguir alcançar patamar dos melhores portos do mundo. Isto precisa ser exposto com clareza, para os interessados entenderem e participarem.


O Porto de São Sebastião é o principal terminal marítimo da Petrobrás. Situado a 160km de Santos, tem características geográficas peculiares e valorosas. Administrado pelo governo de São Paulo, o governador João Dória é favorável à privatização. Da gestão de Frederico Bussinger, seu plano de expansão de excelente qualidade, com todos os licenciamentos regulares, favorece a tomada de decisão para aumentar a sua movimentação com baixo custo e otimizar a produtividade.


Tanto ou mais desafiante que resolver o modelo e as imperfeições das administrações portuárias, os conflitos gerados entre o Minfra, Antaq e Autoridades Portuárias precisam ser eliminados. Neste processo desordenado e difuso da governança corporativa, está a raiz da ineficiência e da corrupção. Por isso, convém aos portos de Santos e São Sebastião serem tratados como administrações independentes e suas Autoridades Portuárias terem papel de primeira estância na regulação e fiscalização das respectivas atividades.

Assim como o cinzel do escultor, preciso e modelador, serão os objetivos do envolvimento necessário de ambas as comunidades portuárias, na conquista dos desenvolvimentos econômico e social. Indubitavelmente, o Brasil não carece de competência para seus portos terem nível dos asiáticos. Basta dar o devido poder às suas comunidades.


Fonte: Porto Gente

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