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Novas medidas de segurança na navegação devem ser adotadas em Porto Alegre

Encontro foi motivado por acidente com embarcação em um dos pilares da Ponte do Guaíba


Uma reunião realizada entre a Superintendência dos Portos do RS (Portos RS) e a Capitana Fluvial de Porto Alegre terminou com pelo menos três encaminhamentos relacionados à segurança da navegação nas hidrovias gaúchas. No encontro, que teve como motivação o acidente ocorrido com uma embarcação em um dos pilares da Ponte do Guaíba, as autoridades trataram sobre a segurança da navegação e a necessidade de ampliação da fiscalização. O superintendente do Porto de Rio Grande, Fernando Estima, definiu a reunião como muito positiva. “Temos várias frentes abertas. O inquérito que apura as causas do acidente vai ser liderado pela Capitania dos Portos de Porto Alegre e eles têm até 90 dias para a resposta. Serão decididos procedimentos de alguma sanção ao capitão da embarcação, alguma multa para a empresa, dependendo do formato que foi melhor compreendido pela Capitania sobre o que ocorreu”, afirmou. Conforme Estima, nesta sexta-feira, a partir das 15h, deve ocorrer uma reunião virtual entre a Capitania dos Portos de Rio Grande e de Porto Alegre, com o objetivo de tratar das possibilidades de revisões dos protocolos da navegação. “As empresas que navegam na hidrovia estão convidadas, os práticos da lagoa, as duas capitanias e a diretoria do Porto de Rio Grande. Temos que falar de capacitação do pessoal embarcado, falar de fiscalizações mais frequentes, sobre cdescumprimento de algumas ordens de serviço também”, reiterou.

Ainda de acordo com Estima, algumas embarcações não estão respeitando, por exemplo, a proibição da navegação noturna. “Vamos trabalhar no sentido de mudar as ordens para serem um pouco mais exigentes e também devemos aumentar a fiscalização”, enfatizou. Além disso, Estima salientou que devem ser fiscalizados os equipamentos de navegação, para saber se as embarcações estão saindo com o equipamento exigido. “Vamos criar uma rede agora, dar uma geral nas embarcações. A princípio todas elas são bem equipadas e estão certificadas, mas vamos aproveitar o ensejo e vamos dar uma revisada”, pontuou. O terceiro encaminhamento, segundo Estima, deve ser tratado com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), sobre as possibilidades de aditar em contratos de concessão das rodovias, a parte de sinalização também das estruturas que envolvem a hidrovia. “Existe relação da obra com dois modais, são duas, a rodovia e a hidrovia. Se não existe previsão nos contratos, temos interesse em verificar um mecanismo de possibilidade”, comentou.

Fonte: Correio do Povo


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