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O Brasil precisa de novas formas de transportes


Uma nova reunião entre o governo e os caminhoneiros pôs fim ao impasse que resultaria em nova paralisação geral, marcada para a próxima semana. A greve geral não acontecerá, mas reacende a discussão de que o país não pode mais continuar ancorado no transporte rodoviário de cargas. O custo ao caminhoneiro é alto, os acidentes com mortes são muitos, os congestionamentos nas estradas são enormes e o custo país torna-se elevado reduzindo a competitividade de nossos produtos no mercado externo. E ainda tem o custo para manter as estradas e falta de dinheiro para investir em duplicações e outras melhorias.


Já passou da hora do país ampliar suas forças na construção de ferrovias e hidrovias. Um território tão vasto precisa de sistema mais econômico e mais seguro para os transportes de cargas. Os projetos de estradas de ferro encontram embaraços e não caminham com a agilidade que o país precisa. Se há falta de recursos públicos, o estado brasileiro pode buscar parcerias com a iniciativa privada e trilhar esse destino.


As hidrovias seriam também canais importantes para os escoamentos. Rico em bacias hidrográficas, o Brasil poderia ter ligações logísticas em trechos para tornar ainda mais econômico os transportes. O mais antigo meio de transporte,  o aquático, ainda é o mais econômico e viável.


O valor do diesel e de outros combustíveis fósseis deve continuar subindo já que as fontes são cada vez menores e mais difíceis de serem extraídas. Ainda, o mundo inteiro busca alternativas sustentáveis com energia limpa e mais barata para suas rodagens, enquanto que por aqui todos os projetos grandes ainda incluem a mecânica com petróleo.


Trens elétricos, veículos com biocombustíveis, energia solar, enfim, alternativas limpas e mais baratas que já são utilizadas ou testadas em países que avançam em ciências e tecnologias. Alternativas que o Brasil em pesquisas de universidade de engenharias e outras formas de projetos que já deveriam estar pelo menos em testes.   


Enquanto isso, se pelo menos investisse em alternativas de rodagens mais seguras e mais baratas já estariam de bom tamanho. O que não dá é permanecer com apenas uma única alternativa de transportes dominante, cara e não mais competitiva.


Fonte: Diário da Amazônia

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