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O novo paradigma de desenvolvimento


Em passado recente, o Brasil desenvolvia a infraestrutura através de um planejamento centralizado. A infraestrutura era planejada para alcançar fins geopolíticos. Isto resultou no desenvolvimento de polos econômicos em grandes cidades, bem como também levou a alguns desastres sociais e ecológicos.


O novo paradigma de desenvolvimento tem como principais fundamentos eficiência e sinergia. Busca promover padrões de desenvolvimento que forneçam retorno máximo de recursos disponíveis, ao enfatizar oportunidades de adicionar valor a produtos de cada região, e dentro da região.


O novo paradigma opera de forma a maximizar a proteção ambiental, tanto quanto a lucratividade. No longo prazo, evita custos dos danos ambientais e sociais, além de ser a única abordagem ética e justa.


O principal aspecto do novo paradigma é a perspectiva geoeconômica. Além de promover a integração física e regional, o novo paradigma busca oportunidades de aumentar a eficiência combinando simultaneamente grandes componentes de infraestrutura (tais como transporte, telecomunicações e geração/transmissão de energia) em cinturões de desenvolvimento que nela se baseiam.


A organização de cinturões de desenvolvimento, respondendo a forças e oportunidades de mercado, serve para assegurar que os investimentos públicos e privados se intensificarão mutuamente, ao invés de competir um com o outro, proporcionando assim o maior efeito benéfico desses investimentos.


A necessidade de desenvolvimento de infraestrutura do País, naturalmente, vai além do comércio, incluindo toda uma infinidade de serviços públicos e sistemas públicos de saúde e de educação, bem como centros de desenvolvimento de ciência e tecnologia e de recursos humanos, nos dias que correm.


Os benefícios são medidos não apenas em comparação com os custos de construção e instalação, mas pelo cálculo que leva em conta os custos de medidas de mitigação, econômica ou social, assim como os custos de manutenção de longo prazo ou recorrentes. O planejamento preventivo pode servir tanto para projetar novos sistemas eficientes, como para repensar propostas já existentes de projetos.


Cinturões de desenvolvimento têm como espinha dorsal redes de logística eficientes e efetivas, que facilitam a movimentação de bens e pessoas via rodovias, ferrovias, hidrovias e rotas de navegação costeira.


Devido aos altos custos – tanto ambientais como de capital – da construção de rodovias e ferrovias capazes de lidar como o volume de tráfego e carga associados ao comércio e viagens pelo País, cinturões maximizam o uso de alternativas de baixo custo, como hidrovias e rotas de navegação costeira.


Fonte: Jornal do Brasil

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