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Parceria Azambuja-Dória vitamina previsões de Guerreiro para Três Lagoas


Considerado um dos núcleos microrregionais de maior e melhor evolução social e econômica do Centro-Oeste, Três Lagoas renova suas expectativas de desenvolvimento com a aproximação cada vez maior entre os governadores Reinaldo Azambuja, de Mato Grosso do Sul, e João Dória, de São Paulo, ambos do PSDB. Na semana passada, enquanto eles conversavam durante uma feira internacional de turismo na capital paulista, o prefeito treslagoense Ângelo Guerreiroa (PSDB) torcia pelos resultados que a conversa iria produzir.


Guerreiro está certo e sua expectativa plenamente justificada. Amigo e correligionário de Azambuja, ambos comungam da mesma confiança nas possibilidades regionais. Na ponta do Centro-Oeste brasileiro não há município com mais condições de crescer aproveitando a proximidade com São Paulo que Três Lagoas, que é onde foram construídas duas das cinco pontes da divisa MS-SP. É a partir desse flanco que o Brasil pode consolidar o seu melhor avanço comercial rumo aos vizinhos latino-americanos, no primeiro estágio, e alcançando, em seguida, os grandes mercados acessíveis pelo pacífico, entre os quais o da Ásia.


Se Mato Grosso do Sul faz fronteira com dois países da América, Paraguai e Bolívia, Três Lagoas tem, dessa forma, tudo a ver com o Mercosul.  – e também, no passo a seguir, com o acesso ao Oceano Pacífico, por meio da rota bioceânica. No mosaico de modais de transporte o Estado é completo: tem rodovia, ferrovia e hidrovia, a estrutura perfeita para baratear custos de produção e fazer com que produtos nacionais saiam para exportação mais competitivos.


A intermodalidade configurada nos projetos técnicos e nos investimentos da bioceânica começa em território sulmatogrossense, no Bolsão, microrregião que tem Três Lagoas como principal polo: as hidrovias do Paraná e do Paraguai; a ferrovia pelos trilhos da Noroeste do Brasil (até Corumbá e daí à Bolívia) e da Norte-Sul (até Mato Grosso); e as rodovias, especialmente a BR-262, de Vitória (ES) a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.    


ENXERGAR LONGE

Com esse desenho, Ângelo Guerreiro enxerga longe como o fazem os que apostam nas potencialidades regionais. Ampliar a capacidade de industrialização e, ao mesmo tempo, diversificar as atividades econômicas, são objetivos que o prefeito está determinado a alcançar. “Já conseguimos entrar no círculo restrito das cidades do interior brasileiro com potencial e habilitação para oxigenar a retomada nacional do crescimento, tanto na produção primária, no agronegócio, da qual somos um dos pontos de referência, e agora na indústria, que traz consigo, reaquecidos, o comércio e os serviços”, acentuou Guerreiro. “É assim que se gera empregos, dando aos empregadores o cenário ideal para investir”, completa.


 Para preparar o município com vistas nesse horizonte, o prefeito investe na qualificação do desenvolvimento local. Quer associar em medidas e estruturas compatíveis o avanço econômico e a evolução social, ambos em modelos de sustentabilidade bem claros. São tomadas, para isso, diversas providências, desde a recomposição modernizadora da dinâmica urbanística até à reestruturação dos sistemas de funcionamento e resolução de serviços públicos. Com a explosão industrial, o comércio se revigorou em todas as suas faixas e o crescimento da cidade ampliou o perímetro imobiliário ativo, produzindo novas demandas.


Para Ângelo Guerreiro, o estreitamento das articulações entre São Paulo e Mato Grosso do Sul sinaliza, principalmente, a atração de investimentos com o estímulo de custos mais acessíveis ao investidor pela proximidade geográfica e, futuramente, por regras de ajustamento da política tributária que beneficiarão estados e municípios. É assim, com esse pensamento, que os investimentos desembarcam em Três Lagoas, como os das gigantes Fibria, Eldorado e International Paper, de papel e celulosa, com empregos para 11 mil pessoas, e do Sistema S (desde o ano passado a cidade já conta com a estrutura do ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação). Trata-se de uma estrutura concebida para que as empresas possam usar laboratórios de ponta e a expertise da equipe do Instituto, atuando com tecnologias inovadoras no campo da biomassa.


Fonte: MS Notícias

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