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Petrobras espera salto de produção em 2019, para novo recorde anual


A Petrobras espera reverter a trajetória de queda deste ano e dar um salto na produção em 2019, para um novo patamar recorde anual. A meta é produzir, em média, 2,3 milhões de barris diários de petróleo no Brasil, o que representa um aumento de 9,5% frente aos 2,1 milhões de barris/dia projetados para este ano. A meta para 2019 foi divulgada ontem pelo diretor financeiro e de relações com investidores da estatal, Rafael Grisolia, em entrevista à Reuters, e confirmada oficialmente pela petroleira.

Até julho, a Petrobras acumula queda de 4,5% no volume produzido, ante igual período do ano passado. A média de produção da empresa está em 2,065 milhões de barris/dia, ligeiramente abaixo da projeção para o ano. Mas a expectativa para os próximos meses é positiva, em função da previsão de entrada em operação de uma série de novas plataformas.

A empresa colocou em operação, este ano, duas novas unidades de produção - a P-74, em Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, e a plataforma Cidade Campos dos Goytacazes, no campo de Tartaruga Verde e Mestiça, na Bacia de Campos. A previsão é que, até o fim do ano, também comecem a operar as plataformas P-67 (Lula Norte), P-69 (Lula Extremo Sul), P-75 e P-76 (Búzios), todas elas com capacidade para produzir 150 mil barris/dia na Bacia de Santos.


Como estão previstas para o quarto trimestre, a expectativa é que essas unidades contribuam de maneira mais substancial para a curva de produção da companhia em 2019. De acordo com dados da Petrobras, uma plataforma do pré-sal leva, em média, 11 meses para atingir sua capacidade plena. A P-68 (Berbigão), prevista inicialmente para este ano, ficará para o ano que vem, assim como as unidades P-77 (Búzios) e P-70 (Atapu).

Com esses projetos, a expectativa é que a Petrobras retome o crescimento. Apesar do recorde de produção no pré-sal, a estatal enfrenta dificuldades para decolar a produção basicamente por três fatores: venda de ativos, aumento das paradas para manutenção de plataformas e declínio da produção na Bacia de Campos - que atingiu em julho o patamar mais baixo desde outubro de 2001, de 1,006 milhão de barris/dia.

Enquanto o pré-sal sustenta o crescimento da petroleira, o pós-sal vem patinando. Para conter o declínio, a estatal vem buscando parceiros para investir em projetos de revitalização de campos maduros. A Petrobras já fechou um acordo com a Equinor (ex- Statoil), para o campo de Roncador, e negocia com a chinesa CNPC uma parceria semelhante para Marlim, mas ainda não há previsão de quando esses projetos sairão do papel.

A produção também vem sendo puxada para baixo pelas paradas para manutenção de plataformas. Ao todo, a Petrobras planejava 45 paradas neste ano, praticamente o dobro do número do ano passado. Por fim, também pesa sobre a curva e produção deste ano os desinvestimentos. Em junho, a petroleira concluiu a venda de uma fatia de 25% em Roncador, para a Equinor. O campo é o quarto maior do Brasil e representa cerca de 6,5% da produção total da Petrobras, com base nos dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) de julho. Com a venda de 25% do ativo, a estatal perdeu um volume equivalente a 43 mil barris diários.

Fonte: Valor

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