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Próximo governo de SP deveria investir em ferrovias e hidrovias


Para especialistas, São Paulo deveria priorizar o modelo multimodal de transporte. Em maio deste ano a greve dos caminhoneiros deixou clara a dependência em relação às rodovias. Por Denise Ribeiro

Em maio deste ano a dependência do país em relação às rodovias ficou escancarada. O combustível acabou nos postos e aeroportos, as cargas ficaram paradas e a alimentação ficou mais cara nos mercados e feiras. A economia do país sentiu as consequências da greve dos caminhoneiros.

É que o Brasil decidiu investir mais nas rodovias nos últimos anos e deixou em segundo plano as ferrovias e hidrovias. No estado de São Paulo não foi diferente. Hoje, cerca de 80% das cargas são transportadas pelos caminhões.

Para o coordenador do Núcleo de Logística e Infraestrutura da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, São Paulo deveria adotar o conceito de transporte multimodal, combinando as diferentes formas de transporte, de modo a aproveitar as questões mais vantajosas de cada uma delas.

“Fazendo com que todo o estado de São Paulo liderasse um movimento de integração entre modos de transporte. O rodoviário alimentando o ferroviário, o ferroviário alimentando o portuário, dependendo, claro, dos setores econômicos.”

Ele argumenta que o estado deveria investir também nas hidrovias e ferrovias. Hoje a hidrovia Tiete Paraná transporta cerca de oito milhões de toneladas por ano, que variam entre soja, milho, cana de açúcar e areia. O pesquisador de política e economia do setor público da FGV Ciro Biderman concorda que os governos de São Paulo erraram ao priorizar as rodovias. Se a estrutura mudar, com investimentos também em ferrovias e hidrovias, os valores dos produtos tendem a ser menores.

"As ferrovias estão num estado de abandono completo. Vale a pena investir porque é possível reduzir o brutalmente custo logístico para os produtos básicos, o que é fundamental para a produção de vários outros (produtos)."

O ferroanel, que poderia dar uma cara nova ao transporte de cargas de São Paulo, está longe de sair do papel. Ele foi planejado na década passada e depende de recursos do Governo Federal. Por: CBN

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