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Rio madeira está a quase 3 metros da cota mínima

A última medição verificada na sexta-feira (26), estava em 6,26 metros. 


O rio Madeira continua baixando o nível rapidamente e os navegantes aguardam pela dragagem, serviço prometido para o mês de julho pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre). A maior preocupação é ainda não chegou o período mais crítico da seca e as embarcações já correm riscos de encalhes. A última medição verificada na sexta-feira (26), estava em 6,26 metros.

Os pedrais já estão expostos colocando em risco as estruturas das embarcações. Outro problema é a formação de blocos de areia obstruindo o canal de navegação. Para evitar riscos, o volume de cargas é reduzido e, com isso, o custo do transporte fluvial aumenta. Pela hidrovia do rio Madeira são exportados produtos de Rondônia, principalmente a soja, e chegam ao estado produtos essenciais como gás GLP e combustíveis.

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) manifestou preocupação com problema e cobrou do Dnit a dragagem da hidrovia do rio Madeira, entre Porto Velho (RO) a Itacoatiara (AM). “A hidrovia do rio Madeira precisa estar em plena condição de navegação para não afetar o desenvolvimento econômico regional”, alertou Acir.

Estiagem Nas projeções apresentadas pelo CPRM (Serviço Geológico do Brasil), segundo o engenheiro hidrólogo da CPRM, Marcus Suassuna, o rio Madeira está começando o período de vazante de 2020 com níveis abaixo do normal. Em Porto Velho, o nível atual do rio Madeira está próximo da zona de atenção para mínimas.

A cota atual é quase três metros abaixo da mediana. De acordo com a série histórica, em 90% dos anos, os níveis nesta data foram maiores que o nível que está sendo observado no momento. Segundo os dados do MERGE/INPE, o trimestre de março, abril e maio acumulou déficit negativo de chuvas de 11% abaixo da média na bacia do rio Madeira, ou seja, chuvas significativamente menores que as esperadas para os três meses.

“Esta condição, somada à análise dos modelos hidrológicos da região, permite projetar o período de pico da vazante em Porto Velho entre 24 de agosto e 26 de outubro, centrado no dia 25 de setembro. Além disso, o prognóstico indica que o rio Madeira vai chegar ao final da vazante com cotas a serem registradas numa faixa de níveis bastante baixos”, explicou Marcus.

Restrições Outro prognóstico apresentado é relacionado ao período em que o rio Madeira pode começar a ter restrições à navegação. A partir do nível de quatro metros, a Delegacia Fluvial de Porto Velho passa a adotar restrições e isso deverá ocorrer ainda na segunda quinzena de julho persistindo até o período de pico da vazante em finais de setembro. A projeção é que ao final da vazante, o rio Madeira na capital de Rondônia regrida seus níveis até uma faixa entre 1,63 metros e 2,80 metros.

Os dados hidrológicos utilizados são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional de responsabilidade da Agência Nacional de Águas (ANA), operada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e demais parceiros.


Fonte: Diário da Amazônia

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