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Setor aéreo driblou a crise e continua crescendo em 2019

Companhias projetam ano de fortes investimentos na infraestrutura aeroportuária concessionada, apura sondagem da CNT


A tônica da Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2018, realizada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), é o otimismo. Todavia, enquanto os outros modais aguardam importantes mudanças para expandir suas operações, o setor aéreo já decolou faz tempo. 

A procura por voos das companhias brasileiras aumentou 15,7% de janeiro a outubro de 2018 em relação ao mesmo período de 2017, revela o estudo. Essa pujança tem a desvantagem de que a estrutura opera sempre no limite da capacidade. Se crescer mais, pode colapsar. Por isso, para 75% dos executivos ouvidos pela sondagem, a quantidade de aeroportos é insuficiente.

Para o Grupo Latam Airlines, que se manifestou por meio de nota, “o Governo Federal precisa criar condições para o país desenvolver a perspectiva de um novo ciclo de crescimento e realizar as reformas tributária e política”. 


Sobre a questão dos combustíveis, a Latam comentou: “Estas ações são fundamentais para atrair os investimentos prioritários que tragam ganhos de produtividade e competitividade ao Brasil. No caso da aviação, isto significa ter atenção aos temas sensíveis e oportunidades tributárias, como a composição do preço do querosene de aviação, que deve se alinhar às práticas mundiais do setor aéreo”.

Outro questionamento importante presente na sondagem é aquele que verifica a aceitação do capital estrangeiro nas aéreas brasileiras. Verificou-se que 75% consideram esse aporte um avanço para o setor. A Latam também se manifestou favoravelmente, mas fez a seguinte ressalva: “É fundamental que existam condições igualitárias de competitividade entre as empresas aéreas brasileiras e as internacionais, garantindo a reciprocidade. Hoje, o setor aéreo nacional enfrenta barreiras estruturais que elevam seus custos, como gargalos de infraestrutura e legislação trabalhista restritiva”.

Nesse cenário, certo é que o programa de concessões aeroportuárias do governo continuará – e é saudado pelo setor como uma garantia de que os investimentos em infraestrutura chegarão. O otimismo, nesse caso, se justifica plenamente. 


Fonte: Agência CNT de Notícias


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