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Terceira maior frota de barcaças fluviais do mundo facilita logística no Paraguai

País exporta 85% da produção por meio de hidrovias. São mais de três mil barcaças e 200 rebocadores que transportam mercadorias pelos rios Paraguai e Paraná


O crescimento constante do Produto Interno Bruto (PIB) paraguaio na última década, a maior variação entre os países da América do Sul (veja mais abaixo), fez com que os paraguaios superassem o Brasil e a Argentina na confiança dos investidores internacionais. 


Enquanto o Brasil e a Argentina sofreram com instabilidade política nos últimos anos, o Paraguai ficou fazendo o trabalho de casa, com ajuste das contas, organização fiscal e programa anticorrupção – destaca Esther Storch, sócia-diretora da Dasagro, corretora e consultoria de agronegócios.


O ambiente propício a investimentos encorajou multinacionais a desembarcarem no país, com destaque a indústrias de beneficiamento de grãos.


– Até 2012, por exemplo, existiam poucas empresas de moagem de soja no país. Hoje, os principais players estão presentes – completa Esther.


A questão logística é outro atrativo, em uma nação sem acesso ao mar e com distâncias internas curtas. O Paraguai exporta 85% da produção por meio de hidrovias. São mais de três mil barcaças e 200 rebocadores que levam mercadorias a portos argentinos e uruguaios. Esses números levam o país a ocupar a terceira posição mundial em número de barcaças fluviais do mundo – atrás apenas de Estados Unidos e China. No total, são 35 terminais de grãos, 24 no rio Paraguai e 11 no rio Paraná, e outros 12 em construção. 

A facilidade de importação e exportação também ajuda a atrair empresas ao país – de diversos setores, do agroindustrial ao têxtil e de plásticos.


O regime de maquila favorece a instalação de capital estrangeiro, de brasileiros, espanhóis, argentinos, chineses e americanos – exemplifica Claudio Gomes, diretor da consultoria Centro Empresarial Empresarial Brasil Paraguai.


A Lei da Maquila, que taxa em apenas 1% de tributo os negócios que abrirem fábricas no Paraguai e exportarem a totalidade da produção, foi instituída no começo dos anos 2000. A medida foi adotada justamente para reduzir a dependência das exportações de produtos primários. De lá para cá, o país protagonizou ascensão macroeconômica.


Fonte: Gauchazh

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